Leonel
Brizola, sempre teve muita facilidade em se fazer entender até pelos cidadãos
mais simples e mesmo por aqueles que não querem e não gostam de política.
Imitá-lo seria uma pretensão impossível. Pois
esta era sua característica maior, simplificar o entendimento e por mais
complicado e complexo que o assunto fosse, ele os tornava compreensível a todos
os cidadãos. Vou tentar! Vou me atrever a explicar e abordar o tema como Brizola
fazia, talvez pela longa e próxima convivência que tive com ele na política tentarei fazer uma caricatura.. Precisamos
supor que nossa cidade é uma pessoa doente. O médico verifica que o sangue que
alimenta o paciente esta fraco, em conseqüência o resto do corpo esta morrendo.
Pois bem! O sangue de Imaruí são as lagunas de Imaruí, Santo Antônio e Mirim. É
o sangue que alimenta e fortalece os municípios lagunares. As riquezas da pesca
não mais existem. Como melhorar,fortalecer este comatoso? Primeiro precisamos estabilizar o moribundo. Ver
a Pressão, cuidar do coração e verificar quais os remédios mais eficazes para
não deixa-lo morrer. Primeiro, precisamos procurar recuperar o seu “cérebro”
que é a administração, todos os poderes municipais, Executivo, Legislativo e Judiciário
os três formam a inteligência política e assim já desperto e consciente, exercitar
seus músculos que é a velha tradição da agricultura familiar. Plantação de Bananas,
café, milho, mandioca, criação de galinhas tudo aquilo que nossas avós faziam e
sobreviviam muito bem. Será que os imaruienses sabem que fazem a melhor farinha
de mandioca do Brasil? Devemos nos orgulhar disso e promover a festa da
farinhada. Mas também precisamos melhorar outros órgãos vitais. O remédio é
simples e caseiro. O Turismo Religioso e o Turismo Ecológico. Mas, tudo isso só
será completo e o paciente ficará sarado se voltar o peixe e o camarão na mesma
quantidade para as lagoas. Esta é grande força econômica regional. Já começamos
a luta pela lagoa com pronunciamento do deputado Rodrigo Minotto na assembléia
legislativa do Estado. Iremos responsabilizar se forem necessários os autores
desse que é um crime continuado que está matando lentamente sufocando as riquezas
regionais, a pesca, que a natureza tão generosamente nos deu. O assoreamento
das lagoas é uma constatação visível, as três pontes de cabeçuda, os aterros e
os pilares daquela estúpida engenharia é obra da união se houve licença ambiental,
foi política. Mas, a pior é a ponte que proporcionou um aterro de 600 metros
que não precisamos nem mesmo de laudos para verificar este que considero o
maior crime ambiental do sul do país dos últimos tempos. Certamente alegarão todo
o tipo de desculpas para não retirar o aterro. Mas é um dever do País. É uma
divida com toda a região, Laguna, Pescaria Brava, Barra do Camacho e todas as economias
pesqueiras regionais. Afinal 180 Kilometros quadrados de espelho de água salgada
é uma das maiores lagunas conhecidas no mundo. Não sei se fui feliz na explicação,
mas eu tentei.
Não
acreditem em falsas promessas e tapinhas nas costas, abraços sorrisos fazendo-se
de íntimos. Caras e bocas dos falsos políticos. O que querem é continuar no atraso.
Estamos regredindo. No comércio vai mal, empregos não há, perdemos até as
esperanças. Chega! Vamos botar o peixe na lagoa e o dinheiro no bolso. Se for
preciso explodir com o crime praticado, unidos poderemos tudo até este ato que
hoje nos parece insano.
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